SALVADOR
Salvador (São Salvador da Baía de Todos os Santos, nome completo) é uma cidade brasileira, a capital do estado da Bahia e primeira capital do Brasil. Seus habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da junção dos nomes gregos sotero (que significa "o salvador") e pólis (...
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Salvador (São Salvador da Baía de Todos os Santos, nome completo) é uma cidade brasileira, a capital do estado da Bahia e primeira capital do Brasil. Seus habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da junção dos nomes gregos sotero (que significa "o salvador") e pólis (que, por sua vez, é "cidade"), em grego Soterópolis, ou seja, cidade do Salvador.
Situada na Microrregião de Salvador é a terceira cidade mais populosa do Brasil (2.714.119 habitantes) pela estimativa de 2005, depois de São Paulo e Rio de Janeiro. A Região Metropolitana de Salvador tem população estimada em 3,525 milhões de habitantes sendo assim uma das maiores metrópole do Nordeste juntamente com Recife e Fortaleza, 5ª região metropolitana do Brasil e 7ª cidade mais populosa da América Latina logo após (Cidade do México, São Paulo, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago). A superfície do município de Salvador é de 706,8 km² (fonte: IBGE) e suas coordenadas a partir do marco da fundação da cidade, no Fortaleza de Santo Antônio são 13° sul e 38° 31' 12'' oeste. Centro econômico do estado, é porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico, tem diversas universidades e uma base naval.
A cidade de Salvador era antigamente chamada de Bahia (inclusive por moradores do próprio estado). Também já recebeu alguns epítetos, como o de "Roma Negra", isso por ser considerada a cidade com maior população negra fora da África.
A região antes mesmo de ser fundada cidade, já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu.
Em 1536, chegou na região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.
Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa, e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador, já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de 3 anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro, e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas. Talvez Tomé de Sousa tenha sido o primeiro visitante a apaixonar-se pelo local, como muitos após ele, pois disse ao funcionário que lhe entregou a notícia de que seu substituto estava a caminho: "Vêdes isto, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia a água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei por que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso". Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa f
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