Valença, BA
Valença é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 13°22'13" sul e a uma longitude 39°04'23" oeste, estando a uma altitude de 39 metros. Sua população estimada em 2004 era de 82 936 habitantes. Possui uma área de 1195,65 km².
Valença é muito visitada principalmente por ser o principal Acesso a Ilha de Tinharé, turisticamente famosa pelo povoado de Morro de São Paulo. Destaca-se como o principal produtor de mariscos da Bahia, sendo a criação de camarão em cativeiro a principal atividade econômica.
de Valença
O atual território do município de Valença, por ocasião do descobrimento do Brasil, era habitado por indígenas tupiniquins, de índole pacífica. Quando D. João III, Rei de Portugal, em 1534, dividiu o Brasil em capitanias hereditárias, aquela área ficou pertencente à capitania de Ilhéus, sob a jurisdição da Vila de Nossa senhora do Rosário de Cairu, local onde se fez o primeiro povoamento.
Entre as pessoas que vieram povoar o território em apreço, ocupava lugar proeminente Sebastião de Pontes, homem rico e de prestígio que já possuía dois engenhos de açúcar no recôncavo baiano. Muitos moradores...
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Valença é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 13°22'13" sul e a uma longitude 39°04'23" oeste, estando a uma altitude de 39 metros. Sua população estimada em 2004 era de 82 936 habitantes. Possui uma área de 1195,65 km².
Valença é muito visitada principalmente por ser o principal Acesso a Ilha de Tinharé, turisticamente famosa pelo povoado de Morro de São Paulo. Destaca-se como o principal produtor de mariscos da Bahia, sendo a criação de camarão em cativeiro a principal atividade econômica.
de Valença
O atual território do município de Valença, por ocasião do descobrimento do Brasil, era habitado por indígenas tupiniquins, de índole pacífica. Quando D. João III, Rei de Portugal, em 1534, dividiu o Brasil em capitanias hereditárias, aquela área ficou pertencente à capitania de Ilhéus, sob a jurisdição da Vila de Nossa senhora do Rosário de Cairu, local onde se fez o primeiro povoamento.
Entre as pessoas que vieram povoar o território em apreço, ocupava lugar proeminente Sebastião de Pontes, homem rico e de prestígio que já possuía dois engenhos de açúcar no recôncavo baiano. Muitos moradores se estabeleceram nas terras banhadas pelo rio Una, com fazendas de cana e mantimentos. Além desses moradores "civilizados", havia, também, na vizinhança do engenho, uma aldeia subordinada a Sebastião de Pontes. Era o senhor Sebastião de Pontes homem honrado, porém de gênio arrebatado e violento, acostumado à luta armada, havendo tomado parte em expedições contra os indígenas. Não costumava transigir com quem o ofendesse ou o contrariasse. Aconteceu por esse tempo, provavelmente em 1573, aparecer um mascate no engenho de Sebastião de Pontes e a este fez ofensa de que resultou mandar açoitá-lo e a ferro quente marcá-lo numa das espáduas.
Conta-se que este mascate, tempo depois, em Portugal, alcançou meio de apresentar-se ao rei quando este ia à missa, deixando cair à capa, única cobertura que levava sobre os ombros, mostrando-lhe o ferrete ignóbil e com muitas lágrimas implorou-lhe justiça. Foram imediatamente transmitidas ordens para a capital do Brasil, sobre a prisão e envio para Lisboa, de Sebastião de Pontes. Fez o governo real ir ao Morro de São Paulo num navio de guerra. Seu comandante visitou Pontes no engenho do Una e ardilosa e traiçoeiramente, convidou-o para uma visita ao navio. Sebastião de Pontes atraído para bordo, quando ali almoçava foi inteirado da verdade, metido a ferros e transportado para Lisboa. Recolhido à cadeia do Limoeiro, acabou seus dias. Desta maneira, desapareceu de Una o primeiro homem empreendedor que lhe deu prosperidade. Daí, invadida a região pelos índios aimorés, de índole bravia, diminuiu o progresso e ficou obstada por muito tempo a colonização do território de Valença.
Anos depois, já no século XVIII, após sangrentas represálias aos aimorés pelos bandeirantes do paulista João Amaro Maciel Parente, reencontrou à localidade em fase de progresso, que justificou a proposta do ouvidor da Comarca de Ilhéus, desembargador Baltasar da Silva Lisboa, para a criação de uma vila na povoação de Una. Aprovada a proposta do ouvidor, foi determinada, pela Carta Régia de 23 de janeiro de 1799, a criação da Vila de Nova Valença do Santíssimo Coração de Jesus, com território desmembrado do município de Cairu. Ocorreu sua instalação a 10 de junho do mesmo ano, com a presença do dito desembargador, que sugeriu a construção da Igreja do Santíssimo Coração de Jesus. Uma vez concluída, tornou-se matriz da freguesia, em 26 de setembro de 1801.
Nesta época começou a extração da madeira que se destinava a construção dos navios da armada real e a área desmatada foi sendo ocupada pelas atividades agrícolas, notadamente a mandioca, arroz de Veneza, café ,pimenta do reino e canela.
Aos poucos os habitantes das ilhas próximas que viviam em constantes enfrentamentos com os índios e não conseguiam plantar foram voltando para a área, cujo núcleo de povoação se estabelecera nas p
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Fonte: Wikipedia