Guaiúba, CE
Guaiúba é um município brasileiro do estado do Ceará.Faz parte da região metropolitana de Fortaleza.
Denominação
O nome Guaiúba possui dois significados. O primeiro, mais popular, foi traduzido do tupi-guarani por José de Alencar, significando ?por onde vêm as águas do vale?. Uma segunda versão designou o termo como sendo ?bebida da lagoa?. Ambas fazem relação com o mais importante e abundante recurso natural da localidade, a água.
Século XIX
Produção de café gera povoamento
Até o final do século XVIII, não havia registro de ocupação do espaço onde hoje se localiza Guaiúba. Na verdade, em 8 de setembro de 1682, foram doadas as terras que originaram o município, mas seu donatário não veio a tomar posse - como já havia acontecido com a capitania do Ceará. Assim, a ocupação somente se consolidou ao longo do século XIX e por todo o século XX.
A história de Guaiúba começa nos primeiros anos do século XIX, com o início da produção de café nas Serras de Baturité e Aratanha, cujas terras se adaptavam ao cultivo dos grãos. Além do café, foi produzido na região o algodão - produto muito importante para o desenvolvimento da...
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Guaiúba é um município brasileiro do estado do Ceará.Faz parte da região metropolitana de Fortaleza.
Denominação
O nome Guaiúba possui dois significados. O primeiro, mais popular, foi traduzido do tupi-guarani por José de Alencar, significando ?por onde vêm as águas do vale?. Uma segunda versão designou o termo como sendo ?bebida da lagoa?. Ambas fazem relação com o mais importante e abundante recurso natural da localidade, a água.
Século XIX
Produção de café gera povoamento
Até o final do século XVIII, não havia registro de ocupação do espaço onde hoje se localiza Guaiúba. Na verdade, em 8 de setembro de 1682, foram doadas as terras que originaram o município, mas seu donatário não veio a tomar posse - como já havia acontecido com a capitania do Ceará. Assim, a ocupação somente se consolidou ao longo do século XIX e por todo o século XX.
A história de Guaiúba começa nos primeiros anos do século XIX, com o início da produção de café nas Serras de Baturité e Aratanha, cujas terras se adaptavam ao cultivo dos grãos. Além do café, foi produzido na região o algodão - produto muito importante para o desenvolvimento da cidade de Fortaleza, que o exportava para outras partes do mundo. Com o crescimento da produção agrícola, Guaiúba, que fica na região, passou a ser habitada.
Segundo o historiador cearense Raimundo Girão, o fazendeiro Domingos da Costa e Silva foi o introdutor da cultura de café nessa região.
A família de Costa e Silva inclui membros ilustres, a exemplo de seu sobrinho Juvenal Galeno, grande escritor e deputado da então província. Liberalina Angélica da Silva, sobrinha, ficou conhecida como Baronesa de Aratanha, pois era casada com José Francisco da Silva Albano, o famoso Barão de Aratanha. Albano recebeu este título em decorrência do seu poder econômico como proprietário de terras e produtor de café.
Seguindo a família Costa e Silva, outros núcleos familiares estabeleceram-se em Guaiúba. Segundo o memorialista local, Sinval Leitão, as primeiras famílias que chegaram por lá foram: Araújo, Accioly, Teixeira-Lima, Tristão-Cavalcante, Benevides, Alves, Pereira, Pinheiro, Cabral, Moreira, Valentim, Nocrato, Saturnino e Lima-Verde, entre outras.
1872
Estrada de ferro alavanca desenvolvimento
Em Guaiúba, a cidade não se desenvolveu ao redor da Igreja Matriz. Tal espaço urbano desenvolveu-se ao redor de outro monumento: a Estação Ferroviária. Bem antes de o Brasil transferir investimentos para a indústria automobilística - o que ocorreu nas primeiras décadas do século XX - o transporte de passageiros e mercadorias era feito através de linha férrea. Em 1872, foi inaugurada a Estrada de Ferro de Baturité, em Guaiúba construída uma estação de trem e, próximo à Estação Ferroviária, desenvolveu-se o centro comercial e político da cidade.
Os moradores mais antigos contam que, inicialmente, a área urbana de Guaiúba tinha a seguinte configuração. Era um pequeno núcleo formado por três ruas. A Rua Cel. João Correia Mendes é, e já era, a principal via de acesso. De um lado dela, estava a linha férrea, do outro, a CE-060. Havia também a Rua Antônio Acioly, onde se localizava a Capela do Santo Cruzeiro, construída entre 1930 e 1931. E, por fim, a Rua Doutor Leiria de Andrade, conhecida, anteriormente, por Rua Velha.
Por entre tais ruas, estavam os dois grandes mananciais aquosos desta comunidade. No sentido Fortaleza-Baturité, o Rio Guaiúba corria com suas águas límpidas, com nascente na Serra da Aratanha. No lado oposto, estava o Riacho do Cachimbo.
Outro fato curioso é que na região próxima à Igreja Matriz foi instalado o Cemitério. De certo, o fato de esse espaço ter sido preenchido por um cemitério contribuiu para que aquela região recebesse um desenvolvimento lento. Somente nos anos 90 do século passado, o espaço foi ocupado por construções importantes, o Hospital Municipal e o Terminal Rodoviário, o que transformou a paisagem do antigo logradouro, denominado, pejorativamente, de ?Alto d
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Fonte: Wikipedia