Cubatão, SP
Cubatão é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista, microrregião de Santos. A população estimada em 2006 era de 121.002 habitantes e a área é de 142,3 km², o que resulta numa densidade demográfica de 798,31 hab/km².
Seus limites são Santo André a norte, Santos a leste, a Baía de Santos a sul, São Vicente a sudoeste e São Bernardo do Campo a noroeste.
Com um grande parque industrial, Cubatão enfrentou no passado a ameaça constante da poluição. Contudo, com a união entre indústrias, comunidade e governo, a cidade conseguiu controlar 92% das suas fontes poluidoras. Em 1992 recebeu da ONU o título de "Cidade Símbolo da Recuperação Ambiental".
É ponto pacífico entre os estudiosos que a região do atual município de Cubatão foi ocupada, há pelo menos 7.000 anos, pelo chamado Homem do Sambaqui: eram grupos seminômades, que tinham sua vida cotidiana ligada ao mangue, donde tiravam sua subsistência, marcada por siris, conchas bivalves, berbigões e peixes, os quais aproveitavam para desenvolver sua manufatura de peças mistas ¿ líticas e orgânicas ¿ caracterizadas por ferramentas de pedra polida (do Mesol...
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Cubatão é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista, microrregião de Santos. A população estimada em 2006 era de 121.002 habitantes e a área é de 142,3 km², o que resulta numa densidade demográfica de 798,31 hab/km².
Seus limites são Santo André a norte, Santos a leste, a Baía de Santos a sul, São Vicente a sudoeste e São Bernardo do Campo a noroeste.
Com um grande parque industrial, Cubatão enfrentou no passado a ameaça constante da poluição. Contudo, com a união entre indústrias, comunidade e governo, a cidade conseguiu controlar 92% das suas fontes poluidoras. Em 1992 recebeu da ONU o título de "Cidade Símbolo da Recuperação Ambiental".
É ponto pacífico entre os estudiosos que a região do atual município de Cubatão foi ocupada, há pelo menos 7.000 anos, pelo chamado Homem do Sambaqui: eram grupos seminômades, que tinham sua vida cotidiana ligada ao mangue, donde tiravam sua subsistência, marcada por siris, conchas bivalves, berbigões e peixes, os quais aproveitavam para desenvolver sua manufatura de peças mistas ¿ líticas e orgânicas ¿ caracterizadas por ferramentas de pedra polida (do Mesolítico), adornos e outros equipamentos (DUARTE,1968).
Sua principal característica, que dá nome ao grupo, é o fato de serem construtores de sambaquis ¿ palavra índia que significa TAMBA-A-AQUI: ¿monte de conchas¿ (MADRE DE DEUS, 1923); os sambaquis não eram o local de moradia desse grupo; eram simplesmente os ¿lixões¿ onde eram depositadas as sobras da alimentação, as carcaças dos crustáceos e as ossadas de peixes e pequenos mamíferos que serviam de alimento; por motivos desconhecidos, passaram a abrigar enterramentos humanos, sendo que a intempérie dissolveu as camadas superiores do sambaqui, fazendo uma petrificação por cálcio dos esqueletos imersos no núcleo do sambaqui, conservando-os, e a seus adornos funerários, pelos milênios.
No século XIX, esses monumentos pré-históricos foram visitados pelo Imperador D.Pedro II, exímio naturalista, que deles se encantou; no século XX, foram alvos de estudos por parte da Universidade de São Paulo (a USP), e atraíram inclusive a atenção de Paul Rivet, o lendário Diretor do Museu do Homem de Paris, e ¿pai¿ da moderna Antropologia americana (RIVET, s/d). Na disputa pela ocupação do espaço do litoral, há aproximadamente 1.000 anos, os índios, oriundos do Planalto Brasileiro, desceram a Serra do Mar e se estabeleceram temporariamente na Baixada, donde retiravam peixe e sal; neste estabelecimento, faziam diversas viagens entre o Planalto e o Litoral, e abriram diversos caminhos na Muralha do Atlântico que, segundo se fala, iam do litoral até a Cordilheira dos Andes. O mais conhecido desses caminhos era o Caminho do Piaçagüera de cima, que desse lugar subia a Serra pelo secular trilho dos Goianases, no Vale do Ururaí (atual Mogi) e COSTA E SILVA SOBRINHO, s/d). Descendo a Serra do Mar, os índios ocuparam a região e exterminaram (ou absorveram) o grupo do Homem do Sambaqui.
Embora haja provas abundantes da ocupação indígena, deles temos poucas informações, exceto aquelas que nos são outorgadas pelos invasores portugueses; sabemos, grosso modo, que foram testemunhas das expedições pré-coloniais e da chegada da expedição colonizadora de Martim Afonso de Sousa.
O primeiro documento oficial que cita Cubatão é a Carta de Doação de Sesmaria, passada por Martim Afonso em 10 de fevereiro de 1533, onde ele concede á Rui Pinto as terras do Porto de ¿Apiaçaba¿, e as terras situadas ¿na Barra do Cubatão¿, entre os rios Ururaí e Perequê (BORGES, 2002). Em 4 de março, Martim Afonso doa outra sesmaria a Francisco Pinto (irmão de Rui Pinto), sesmaria que ia do Rio Perequê ao Rio das Pedras.
Em 1556, durante o Governo Geral, foi doada a Antonio Rodrigues de Almeida uma sesmaria cujas terras partem do Rio das Pedras, até o Rio Pilões; essa sesmaria foi adquirida em 1643 pelos padres da Companhia de Jesus, sendo o embrião da Fazenda Geral dos Jesuítas, também chamada de Faze
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Fonte: Wikipedia