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Numa esquina única, de frente para um nostálgico larguinho de paralelepípedos, nasceu o Veloso, em 29 de março de 2005. Instantaneamente, espalhou sua fama pela cidade. Todo mundo queria saber onde era o boteco, aos pés da caixa-dágua da Vila Mariana, que reunia tantos atrativos. As paredes fazem ode à música e ao futebol do passado. Numa delas, aparece Noel Rosa assobiando provavelmente Conversa de Botequim: noutra, Jorge Mendonça vibra ao marcar um golaço no Morumbi. Repare também na camisa do Juventus da Mooca da década de 80, comprada de colecionador. Barman nota 10, o querido Souza comanda o balcão revestido de fórmica. Não tem para ninguém: ele faz a melhor e mais premiada caipirinha de São Paulo. E tem mais: a coxinha de frango com catupiry é inigualável: a feijoada, disputadíssima isso sem falar do bolinho de camarão, do escondidinho de carne-seca, do canapé de filé à milanesa... Para alegria dos bons de copo, o chope da Brahma, sempre geladinho, é servido na charmosa tulipa rabo-de-peixe. O nome Veloso é homenagem ao botequim carioca em que Vinicius de Morais e Tom Jobim viram Helô Pinheiro em seu doce balanço a caminho do mar. A rua do bar também tem Veloso no nome. Coincidência. Ou destino. As mesinhas são poucas, só catorze. Aí, tem sempre espera e burburinho que já fazem parte do programa. Quer melhor cenário para beber e petiscar sem pressa? Venha nos visitar!
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